O Brasil não tinha oficiais da Abin na Venezuela quando as forças dos EUA capturaram Nicolás Maduro, na madrugada de sábado. A ação ocorreu sem aviso prévio, segundo informações oficiais.
Segundo a Abin, o posto no país está vago desde março de 2020, quando a embaixada venezuelana foi fechada. Apesar da reabertura da estrutura diplomática em 2023, a adidância da agência ainda não foi reativada.
Fontes que acompanham a situação afirmam que o papel da Abin na Venezuela ficou com o adido da Polícia Federal instalado em Caracas. Ele repassou informações ao presidente Lula por meio do ministro Ricardo Lewandowski.
A crise da Abin, associada ao que ficou conhecido como Abin paralela, é tema de discussões entre analistas. A gestão Lula trouxe o órgão para o guarda-chuva da Casa Civil, com impactos orçamentários e de destaque institucional.
Política externa e posição brasileira
A Abin informou que permanece assessorando a Presidência da República sobre a Venezuela, conforme a Política Nacional de Inteligência e a Lei 9.883/99. A comunicação pública reforça o papel técnico da agência.
Diplomatas ressaltam que o ataque ocorreu com surpresa, dificultando previsões sobre movimentos externos. Embaixadas próximas a fronteiras costumam manter equipes preparadas para crises.
Mesmo com a ausência de oficiais da Abin, interlocutores destacam que adidos da PF costumam ter mais engajamento com equipes locais, o que pode ter contribuído para o fluxo de informações.
Nicolás Maduro foi capturado por forças americanas e encaminhado aos EUA com a esposa, Cilia Flores, para julgamento por crimes ligados ao tráfico internacional de drogas.
No sábado pela manhã, o governo Lula promoveu uma reunião de emergência para tratar da ação dos EUA e das possíveis consequências para o Brasil.
O governo brasileiro sinalizou a possibilidade de mediar um diálogo entre EUA e Venezuela, conforme conversas entre Lula e Trump e a nota divulgada neste fim de semana. A prioridade institucional é evitar violência na região.
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