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EUA e aliados denunciam crime de agressão de Trump na Venezuela na ONU

Conselho de Segurança das Nações Unidas recebe condenações por ataque à Venezuela; EUA defendem ação de lei e ordem, não guerra

Members of the UN security council meet in New York, on Monday, on the US strikes and capture of Venezuelan president Nicolás Maduro and his wife.
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O Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião emergencial para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, alvo de investigação nos EUA por supostos crimes. O encontro ocorreu em Nova York após os bombardeios na território venezuelano e a prisão do presidente venezuelano e de sua esposa, ocorridos na manhã de hoje.

Diversos países condenaram a operação como violação da soberania venezuelana. A ênfase foi na necessidade de respeito ao direito internacional e à integridade territorial da Venezuela, com chamados à estabilidade regional e ao retorno ao diálogo.

O embaixador do Brasil à ONU afirmou que os ataques representam uma afronta à soberania venezuelana e criam precedente perigoso para a comunidade internacional. Outros representantes defenderam posições firmes contra o uso unilateral da força.

O representante dos EUA, por sua vez, sustentou que a ação foi um cumprimento à lei e à execução de acusações criminais já em tramitação, descrevendo Maduro como líder ilegítimo. Alega haver evidências suficientes para apresentar em processo judicial nos EUA, sem caracterizar o ato como guerra.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com o impacto regional e pediu que todas as partes priorizem um caminho pacífico. Ele ressaltou a importância do cumprimento das regras internacionais e da busca por um diálogo inclusivo.

Ao longo da sessão, representantes de Rússia, China e Cuba retrucaram de forma contundente. Apontaram violação de soberania, chamaram a operação de retorno a práticas de intervenção e pediram a libertação imediata de Maduro e Flores.

O embaixador venezuelano afirmou que a ação foi ilegal e sem justificativa, descrevendo o episódio como sequestro do presidente constitucional e da primeira-dama. Ele pediu que o direito internacional seja respeitado e que a Venezuela seja reconhecida como vítima.

Especialistas jurídicos analisam a legalidade do ato à luz da Carta das Nações Unidas, observando a ausência de autorização do Conselho para o uso da força, a falta de consentimento venezuelano e a natureza de defesa própria citada pelos EUA. A leitura unânime indica controvérsia em relação à legalidade.

O Conselho permanece dividido, com poder de veto entre os permanentes, o que dificulta uma resposta coletiva. Reclama-se de que o tema exige análise cuidadosa, sem precipitar ações que possam ampliar a instabilidade regional.

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