Um tribunal de Paris considerou 10 pessoas culpadas de assédio online contra a primeira-dama francesa Brigitte Macron, por publicar ou compartilhar comentários maliciosos nas redes sociais que alegavam, de forma falsa, que ela seria homem.
Entre os condenados estão oito homens e duas mulheres, com idades entre 41 e 60 anos. Profissões variadas, como professor de educação física, dono de galeria de arte e publicitário, receberam sentenças que vão de curso de compreensão do assédio online a prisão suspensa de até oito meses.
Alguns réus também tiveram restrições de uso de plataformas digitais. A decisão integra o desfecho de uma disputa jurídica envolvendo a família Macron e acusações repetidas de que Brigitte Macron seria Jean-Michel Trogneux.
Contexto do caso
O processo faz parte da luta jurídica travada nos dois lados do Atlântico contra a teoria de que Brigitte Macron é um homem. A família Macron também moveu ação nos Estados Unidos contra a comentarista Candace Owens pela amplificação das alegações.
Segundo a filha de Brigitte Macron, Tiphaine Auzière, 41, que é advogada, as mensagens prejudicaram a qualidade de vida da mãe. Ela relatou que a disseminação das falsas informações gerou preocupação constante com aparência e vida diária.
Auzière explicou que a situação afeta a família, inclusive os netos, que ouvem comentários sobre a avó. Ela afirmou ainda que Brigitte não busca notoriedade e tem sofrido ataques permanentes na web.
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