O governo venezuelano pediu formalmente ao Conselho de Segurança da ONU que condene de forma clara a ação militar ocorrida em Caracas no último sábado, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. A cobrança foi feita pelo embaixador Samuel Moncada durante reunião de emergência da ONU.
Moncada argumentou que o episódio viola a Carta da ONU e o princípio da soberania, pedindo respeito às imunidades do presidente e da primeira-dama, além de manter o território e seus recursos fora de qualquer ataque ou compra pela força. A audiência também visou proteger a população civil.
O embaixador venezuelano acusou motivações econômicas por trás da operação, destacando o interesse em controlar a produção de petróleo. Segundo ele, a agressão coloca em risco a estabilidade global e retorna a lógica do colonialismo e do neocolonialismo.
Apesar da gravidade, Moncada informou que o governo segue funcionando e que Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência para garantir a continuidade constitucional. A Venezuela reforçou sua posição de buscar diplomacia e diálogo entre as nações.
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