Na OEA, o Brasil destacou, em reunião extraordinária do Conselho Permanente, que a ação militar dos EUA na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, ocorrido no último sábado, constituem uma gravíssima violação. O embaixador brasileiro Benoni Belli pediu cooperação multilateral para apurar os fatos e evitar precedentes perigosos.
Segundo Belli, as agressões militares instalariam a lógica do mais forte no cenário internacional, em detrimento do direito internacional e da soberania nacional. O embaixador ressaltou que a soberania deve se apoiar em normas multilaterais e no respeito às autodeterminações dos povos.
Em outra instância, na ONU, o embaixador Sérgio Danese também afirmou que os fins não justificam os meios na intervenção na Venezuela, durante reunião de segurança realizada nesta segunda-feira. O objetivo é manter o equilíbrio entre atuação internacional e respeito às instituições.
Militares americanos retiraram Maduro e a esposa, Cilia Flores, do território venezuelano em uma operação que provocou mortes entre forças leais ao governo venezuelano e explosões em Caracas. Maduro foi levado para Nova York, onde, segundo autoridades norte-americanas, deverá responder a acusações de narcotráfico internacional e uso de armamento pesado.
O casal foi levado ao Tribunal Federal de Nova York para uma audiência de custódia. Maduro afirma ser inocente das acusações e descreveu-se como prisioneiro de guerra. A esposa permanece detida em presídio federal no Brooklyn, na mesma cidade.
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