Na terça-feira 6, confrontos entre forças governamentais e curdas deixaram ao menos cinco mortos na cidade de Aleppo, no norte da Síria. O choque envolveu as Forças Democráticas Sírias (FDS) e unidades ligadas ao governo, com denúncias mútuas sobre quem iniciou os ataques.
Os confrontos ocorrem em um contexto de atraso na implementação de um acordo de março que previa a integração da administração semiautônoma curda e de suas forças ao governo sírio. A tensão permanece alta desde então.
Desdobramentos e acusações
A Sana informou que as FDS atacaram a área próxima à rotatória de Shihan, matando um membro do Ministério da Defesa. Em seguida, a agência registrou o falecimento de três civis, incluindo duas mulheres, em bombardeio contra prédios residenciais no bairro de Al Midan.
As FDS afirmaram, por meio de comunicado, que grupos ligados ao governo atacaram o bairro de Sheikh Maqsud com drone de reconhecimento, resultando na morte de um morador e ferimentos em outros dois. Sheikh Maqsud e Ashrafiyeh seguem sob controle curdo, embora as partes tenham concordado com retirada em abril.
Paralelamente, as FDS acusaram facções associadas ao Exército sírio de atacarem Deir Hafer, cerca de 50 quilômetros a leste de Aleppo, próximo à usina hidrelétrica de Tishreen. A força curda reiterou o direito de responder aos ataques que considera legitimamente procedentes.
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