O governo dos Estados Unidos afirmou, pela primeira vez, apoiar a ideia de uma coalizão de parceiros para oferecer garantias de segurança à Ucrânia. A decisão foi anunciada em Paris, durante a cúpula do grupo conhecido como coalition of the willing, realizada nesta terça-feira.
A reunião reuniu na capital francesa países europeus e contou com a participação de representantes dos EUA, incluindo Steve Witkoff, Jared Kushner e Alexus Grynkewich, segundo relatos dos organizadores. Eles discutiram garantias vinculantes para dissuadir ataques russos.
Witkoff destacou que as garantias visam prevenir novas agressões e, em caso de ataque, oferecer defesa ampliada. Kushner acrescentou que qualquer acordo deve assegurar proteção duradoura para a Ucrânia após um possível acordo de paz.
Compromisso legal e monitoramento
Uma declaração conjunta indicou que parceiros vão participar de um mecanismo liderado pelos EUA para monitorar um cessar-fogo. Drones, sensores e satélites devem fazer parte do monitoramento, sem a presença de tropas americanas.
O texto, porém, não integrou de forma explícita o papel dos EUA para apoiar uma força multinacional, conforme rascunhos anteriores. Mesmo assim, autoridades europeias valorizaram a presença dos enviados e o tom de apoio do governo americano.
Mossov continua sob pressão diplomática para chegar a um acordo que atenda às propostas de garantias de segurança apresentadas pelos aliados. Moscou ainda não sinalizou disposição de conceder concessões ou aceitar as garantias previstas para Kyiv.
Segurança e presença militar
O foco passou a ser, além de promessas de ajuda, garantias vinculantes para apoio em caso de nova ofensiva. As lideranças enfatizaram a necessidade de mecanismos concretos e de retorno explícito caso haja violação.
O rascunho também mencionava potenciais opções de dissuasão, incluindo recursos militares, cooperação de inteligência, apoio logístico e ações diplomáticas, além de sanções adicionais, conforme o entendimento entre os chefes de Estado.
França, Reino Unido e outros parceiros sinalizaram disposição de compartilhar responsabilidades com eventuais forças multiculturais, caso haja cessar-fogo. Macron e Starmer destacaram a unidade europeia com os EUA nesse tema.
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