Na reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA), autoridades discutiram o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro. O encontro ocorreu após um fim de semana de tensões e ações envolvendo Caracas e Washington.
O embaixador dos EUA junto à OEA, Leandro Rizzuto, afirmou que o petróleo venezuelano não pode ficar sob controle de adversários da região. Segundo ele, a Venezuela não deve servir como base de operações para potências como Irã, Rússia, China e Cuba. O diplomata também destacou que os lucros do petróleo não beneficiam a população venezuelana.
Rizzuto reiterou que a ação não configurou invasão e teve como objetivo a prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, conforme ordem judicial de indiciamento. O objetivo, segundo ele, era abrir caminho para uma democracia na Venezuela e liberar prisioneiros políticos.
Posição internacional
Durante a sessão do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos negaram planos de guerra ou ocupação da Venezuela. O representante norte‑americano afirmou que a operação teve base jurídica e contou com o apoio de forças armadas, não sendo uma intervenção militar.
Desdobramentos legais
Militares americanos retiraram Maduro e a esposa do território venezuelano, após confrontos com forças de segurança venezuelanas e explosões em Caracas. Maduro foi encaminhado a Nova York, onde deve responder a acusações ligadas ao narcotráfico internacional e ao uso de armas. O casal está detido em um presídio federal no Brooklyn. Maduro afirma inocência e se define como prisioneiro de guerra.
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