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Israel avança com vasto assentamento ilegal no coração da Cisjordânia

Pronta construção de 3.401 casas em E1 amplia divisão na Cisjordânia, consolidando fatos no terreno e dificultando a solução de dois estados

The separation wall next to the Arab neighbourhood of al-Eizariya, near where the Israeli government says housing units will be built as part of the E1 settlement development project.
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Israel avança com expansão de assentamento no coração da Cisjordânia, com edital para 3.401 casas no projeto E1. A iniciativa visa estabelecer fatos no terreno, dificultando eventual solução de dois estados.

O edital, publicado discretamente pela Autoridade de Terras de Israel em meados de dezembro, abre concorrência para parte das obras. O prazo para propostas é em março, segundo o documento encontrado por organizações de monitoramento.

Pesquisadores da Peace Now apontam que o cronograma indica início da construção em menos de um ano. Autoridades britânicas já haviam classificado a expansão como violação do direito internacional.

O local E1 ficaria entre Jerusalém, Belém e Ramálla, conectando áreas já ocupadas e isolando fisicamente áreas palestinas. Analistas dizem que a obra compromete a viabilidade de um Estado palestino.

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, defende o projeto, associando-o a fatos no terreno para estabelecer soberania. O governo israelense aprovou planejamento e infraestrutura para Ma’ale Adumim, ligado a E1.

Críticos e aliados de Israel não divergem quanto aos impactos de longo prazo sobre a solução de dois estados. Organizações internacionais destacam riscos de escalada de violência na região.

A comunidade internacional reagiu a recente etapa de planejamento com preocupações, enquanto Israel mantém o ritmo acelerado. A violência na Cisjordânia aumentou desde outubro, segundo relatos de direitos humanos.

Reconhecimento e quadro jurídico

Tribunais internacionais já observaram violações legais associadas à ocupação. A Organização das Nações Unidas e outros organismos destacam a necessidade de mudanças no quadro de ocupação e reparações.

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