O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, iniciou na quarta-feira sua viagem anual de Ano Novo pela África, com foco estratégico no leste do continente. A missão envolve Etiópia, Somália, Tanzania e Lesoto, segundo a imprensa.
Wang Yi viaja para Addis Ababa, Mogadísca, Dar es Salaam e Maseru, buscando ampliar a influência de Pequim na região. O roteiro destaca o papel da China como parceira diplomática e econômica em pontos-chave da África.
A visita à Somália é a primeira de um ministro das Relações Exteriores desde os anos 1980. Mogadíscu pode ganhar apoio diplomático após a notícia de que Israel reconheceu a Somaliland, região autodeclarada independente ao norte.
Contexto regional
Beijing reforça o vínculo com a Somália para ampliar presença no Golfo de Aden e no corredor que leva ao Mar Vermelho, caminho crucial para o comercio chinês via Canal de Suez.
Mais ao sul, a Tanzania é central para o acesso a grandes depósitos de cobre africanos. Estados chineses participam da renovação da Ferrovia Tazara, conectando o país a Zâmbia, após visita significativa do premier Li Qiang a Lusaka em novembro.
A viagem a Lesoto visa evidenciar a defesa da China da livre circulação de bens. No ano anterior, Pequim ofereceu acesso tarifário a nações mais pobres, conforme compromisso do presidente Xi Jinping na cúpula China-África de 2024.
O governo chinês vê a Tanzania como contrapeso ao Lobito Corridor, eixo apoiado por EUA e UE que liga Zâmbia a portos atlânticos via Angola e RDC. As ações são parte da estratégia de ampliar influência econômica na região.
Beijing ainda busca fortalecer o papel de defesa comercial e de infraestrutura para os países africanos, seguindo coordenação com planos de cooperação econômica e de desenvolvimento. A visita encerra-se sem anúncio de novos acordos imediatos.
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