Na madrugada de 13 de junho de 2025, ataques com mísseis atingiram Teerã. Não houve sirenes; explosões violentas interromperam a rotina, cortando também a internet. Em meio ao caos, um tradutor trabalhava em Jhumpa Lahiri, Translating Myself and Others.
O desabamento de um bloco de apartamentos deixou ruínas e silêncio. Entre escombros, apareceu um livro traduzido do inglês para o persa, parcialmente coberto de poeira e fuligem, ainda legível. A obra resistia ao fogo, mantendo a mensagem.
O que aconteceu
A cidade viveu dias de bombardeio intenso. Casas, livrarias e editoras ficaram paralisadas; a gráfica que iria imprimir um livro foi fechada. A família do tradutor buscou abrigo no subsolo, enquanto a cidade enfrentava quedas de energia e comunicação.
Quem está envolvido
O foco é o tradutor, que trabalhava na tradução de textos sobre a voz e a ética das traduções. Sua parceira, familiares e a filha acompanharam a crise. O relato também menciona Parnia Abbasi, jovem poetisa morta em um dos bombardeios e cuja imagem circulou online.
O material contado descreve, em paralelo, o impacto humano: a avó que busca o neto perdido há décadas, a mulher que pinta diante das ruínas e o vizinho que observa a destruição de perto. Todos vivenciavam a transformação da cidade.
Por quê e desdobramentos
O tradutor diz que, diante da destruição, a tradução se tornou resistência. Transpor significados entre línguas é apresentado como forma de manter vozes vivas. Em meio às perdas, a prática literária aparece como guarda de memória.
Durante o período de ataques, o tradutor identificou na leitura de Lahiri uma linha de pensamento sobre linguagem como abrigo, disciplina e âncora. A experiência reforçou a ideia de que o ato de traduzir preserva histórias quando tudo ao redor se desfaz.
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