Ukrainian American pastor Alex Zaytsev abriu as portas da igreja em Avdiivka no início da invasão de 2022 para servir como abrigo. Com o avanço russo, ele se deslocou para Pokrovsk e criou um espaço para jovens, buscando manter atividades enquanto a cidade enfrentava bombardeios.
Ao longo do conflito, a vida de estudantes e adolescentes ficou suspensa. Com escolas fechadas, Zaytsev iniciou um ministério para jovens em Pokrovsk, acolhendo-os todas as manhãs na igreja. O objetivo era oferecer apoio espiritual e estruturar rotina.
Com a intensificação dos ataques, Zaytsev migraria novamente, agora para Ivano-Frankivsk, levando cerca de 20 adolescentes consigo. Um outro pastor o acompanhou, e o grupo alugou imóveis para moradia e atividades.
Dados oficiais apontam mais de 14 mil civis mortos e quase 4 milhões de deslocados internos na Ucrânia desde 2012. Nesta conjuntura, famílias seguem divididas e a infraestrutura continua sob pressão.
Zaytsev descreve o desgaste da população diante dos ataques diários. Ele questiona acordos de cessar-fogo que não incluam garantias de segurança sólidas e ajuda internacional para evitar novas invasões.
Na esfera internacional, negociações sob coordenação de países ocidentais amadurecem propostas de garantias de segurança semelhantes à atuação da OTAN. Líderes discutem participação de tropas e apoio a Ucrânia após um possível cessar-fogo.
Em Ivano-Frankivsk, o ministério de Zaytsev cresceu para cerca de 40 fiéis. Dois meses atrás abriu uma segunda igreja para atender ao fluxo de deslocados na região, mantendo foco na formação dos jovens.
Enquanto a diplomacia avança, o pastor destaca a importância de convivência, perdão e reconstrução entre comunidades. Ele cita exemplos bíblicos de reconciliação para ilustrar o caminho de superação diante da violência.
Entre os adolescentes sob os cuidados de Zaytsev, cinco permaneceram sob sua tutela. Muitos chegaram com passado de dificuldades familiares e uso de álcool pelos responsáveis, mas buscaram novos rumos na comunidade.
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