O Conselho da União Europeia aprovou, de forma provisória, o acordo de livre comércio com o Mercosul nesta sexta-feira (9). O texto envolve o bloco europeu e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O passo seguinte é a assinatura entre os dois blocos, prevista para o dia 17, conforme o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. A ratificação depende dos Congresso dos países sul-americanos.
O acordo não se limita ao agronegócio, mas esse setor é o ponto mais sensível das negociações. Ele prevê a eliminação gradual de tarifas para grande parte dos produtos agropecuários, com uso de cotas e ajustes ao longo de anos. Acordos de acesso a mercados variam conforme o item e o período de implementação.
Para o Brasil, a assinatura pode ampliar exportações de café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, com tarifas zeradas na UE ao longo de 4 a 10 anos. A medida sustenta ganhos potenciais, mas depende da aprovação parlamentar nos dois lados do Atlântico.
Impactos para o agronegócio e salvaguardas
No lado europeu, o comércio com o Mercosul também é marcado por tensões em carnes. Pecuaristas da UE resistem à maior competição de produtos sul-americanos. As regras preveem cotas para carne bovina e de frango, enquanto a soja pode manter tarifas zero para grãos e farelo.
As salvaguardas da UE visam proteger setores agrícolas europeus caso haja prejuízos significativos. Essas medidas podem suspender temporariamente os benefícios tarifários. Representantes brasileiros acompanham esse debate com cautela, atento aos impactos setoriais.
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