Acordo militar dos EUA resulta na captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e na detenção de sua esposa em Caracas, em 3 de janeiro. A operação ocorreu durante uma incursão noturna e deixou dezenas de mortos, segundo fontes internacionais. Maduro e Cilia Flores foram transferidos para Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas e outros crimes.
As ações americanas provocaram respostas distintas na América Latina. Países alinhados a Washington elogiaram a condução para derrubar um suposto líder ligado ao tráfico, enquanto nações de esquerda criticaram o ataque por violar a soberania e o direito internacional. O episódio aumenta a tensão entre Estados Unidos e governos da região.
Vários governos discutem como manter a soberania frente a pressões externas. Um diplomata brasileiro pediu diálogo e respeito às regras internacionais, destacando a importância de uma ordem internacional baseada em normas. Outros países chamaram o bloco regional a defender o Estado de Direito.
No âmbito latino-americano, o Brasil enfrontrou-se em esforços para moderar a crise, buscando manter relações estáveis com Washington e evitar rupturas. Panamá, aliado próximo dos EUA, afirmou que a soberania nacional não pode ser violada, sem condenar formalmente a ofensiva de Maduro.
Alguns líderes da região promoveram chamadas à transição democrática na Venezuela e à libertação de prisioneiros políticos. A posição da Organização dos Estados Americanos e de outros organismos internacionais foi de apoio a soluções baseadas no diálogo e nos direitos humanos.
Enquanto isso, o governo venezuelano atual mantém oficialmente que a gestão segue sob Maduro e que ações internacionais devem respeitar a vontade popular. O país continua sob pressão externa para reduzir tensões e permitir uma transição democrática consensual.
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