O Exército Sírio avançou em partes de Aleppo nesta quinta-feira, confrontando fighters da força liderada pelos curdos SDF e ordenando a evacuação de moradores. O governo acusa o SDF de usar áreas de maioria curda para lançar ataques.
O conflito, que começou na terça-feira, provocou deslocamentos massivos e deixou mortos e feridos segundo a mídia estatal. O Exército divulgou mais de sete mapas das áreas a serem atingidas e pediu que a população se retire imediatamente por segurança.
O comando de operações decretou toque de recolher nos bairros Sheikh Maqsoud e Ashrafieh a partir das 15h. O SDF afirmou ter enfrentado facções alinhadas a Damasco perto do bairro sírio de Syriac, relatando perdas significativas para ele.
Contexto e desdobramentos
A violência ressalta o confronto entre o governo central e autoridades curdas, que governam áreas no norte e nordeste da Síria e resistem à integração plena ao governo de Damasco. A violência também gerou novos apelos por contenção de civis e diálogo.
O SDF acusa facções próximas a Damasco de advertir golpe de Estado contra civis, o que, segundo eles, pode configurar deslocamento forçado e crimes de guerra. Ao lado, mais moradores buscaram rotas seguras para deixar Sheikh Maqsoud e Ashrafieh.
O governo regional curdo pediu restraint e enfatizou a proteção de civis. O acordo de integração com o governo central, assinado no ano passado, não avançou de forma significativa, e as partes se acusam mutuamente de obstrução.
Esforços diplomáticos liderados pelos EUA buscam mediar a crise, com reuniões recentes que não trouxeram resultados práticos. Turquia também sinalizou apoio, se necessário, diante de ameaças que vê aos curdos na região.
A barbada entre Damasco e autoridades curdas ocorre em meio a tensões com aliados internacionais, que monitoram o risco de escalada regional caso a situação não se degrade.
Entre na conversa da comunidade