Os embaixadores da União Europeia aprovaram provisoriamente a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, maior pacto do bloco, após meses de negociação. A decisão ocorre nesta sexta-feira, em Bruxelas, e permitirá avanços técnicos para fechar a parceria entre UE e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O acordo foi considerado essencial pela Comissão Europeia para abrir novos mercados, compensar perdas com tarifas impostas pelos EUA e reduzir a dependência da China. A expectativa é que Ursula von der Leyen assine o texto com os parceiros do Mercosul na próxima semana, dependendo da aprovação do Parlamento Europeu.
França e Itália lideram a resistência entre os Estados-membros. Francos, produtores agrícolas, temem aumento de importações de carne, aves e açúcar, prejudicando agricultores europeus. Envias de rodovias bloqueadas e manifestações foram registrados em diversas potências europeias.
França: batalha ainda não terminou
O acordo reduziria tarifas para exportações da UE, com ganhos potenciais de até 4 bilhões de euros. Contudo, críticaspersistem sobre impactos na agricultura e no meio ambiente, com organizações ambientais qualificando o tratado como prejudicial ao clima.
Polônia e França não votaram favoravelmente até o momento, enquanto a Itália passou de não para sim, segundo diplomatas da UE. O pleito no Parlamento Europeu ainda está pendente, com expectativa de votação entre abril e maio.
A UE destaca salvaguardas para suspender importações de produtos agrícolas sensíveis, reforços de controle de resíduos de pesticidas e um fundo de crise voltado aos produtores. O objetivo é tornar o acordo aceitável para mais países sem perder o bloco interno.
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