Cerca de 15 mil enfermeiros entraram em greve nesta segunda-feira 12, em três hospitais privados de Nova York. A paralisação envolve reivindicações sobre condições de trabalho, segurança e benefícios sociais. Autoridades decretaram estado de emergência pela interrupção dos serviços.
A greve, considerada a maior da categoria na história da cidade, foi decidida após meses de negociações sem acordo, segundo a NYSNA. Trabalhadores protestam contra o que chamam de priorização de lucros sobre a qualidade do atendimento.
Os piquetes ficaram em frente ao NewYork-Presbyterian, ao Montefiore Bronx e ao Mount Sinai. Hospitais anunciaram alta de pacientes, transferência de pacientes e uso de contratação temporária para manter serviços básicos.
O Mount Sinai afirmou que está pronto para seguir atendendo pacientes, apesar das reivindicações consideradas extremas pela instituição. Já o Montefiore Bronx informou ter avaliado impactos e buscado manter emergências e cirurgias sem atrasos relevantes.
Apoio político chegou de Zohran Mamdani, vereador de Nova York, que declarou reconhecer o trabalho dos enfermeiros e pediu retorno imediato às negociações com boa-fé. O político ressaltou a importância de soluções para a falta de pessoal no setor.
Em janeiro de 2023, cerca de 7 mil enfermeiros fizeram greve por três dias, resultando em medidas para reduzir a falta de pessoal. O atual movimento é visto como um marco na história da enfermagem na cidade.
Entre na conversa da comunidade