O evangelista Franklin Graham afirmou, em postagem no Facebook, que os protestos contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, ocorridos após a morte de Renee Good em Minneapolis, teriam apoio de forças socialistas radicais. Ele descreveu os manifestantes como parte de uma estratégia da esquerda para desestabilizar o país.
Graham mencionou supostas declarações feitas por manifestantes, atribuídas a agitadores pagos, e associou os protestos a planos para transformar os EUA, segundo a leitura dele. A publicação ganhou repercussão entre seus cerca de 11 milhões de seguidores, sem apresentar fontes independentes.
Na live online, o líder evangélico criticou a atuação de quem participa dos protestos, sugerindo que muitos estão sendo usados sem entender o objetivo. Ele pediu orações por autoridades do governo federal e citou figuras de liderança nacional para que haja discernimento jurídico.
O caso de Renee Good ocorreu em 7 de janeiro, durante uma operação do ICE em Minneapolis. A jovem escritora de 37 anos morreu após ser atingida por disparos dentro de um veículo, em circunstâncias que geraram debate sobre a legalidade do uso da força policial.
Segundo a polícia local, Kristi Noem comentou à imprensa que Good teria perseguido agentes, recusado ordens de saída do veículo e quase atropelado algum agente. A versão oficial também aponta que o policial alvejado já havia sido alvo de ataque semelhante anteriormente, em junho.
Donald Trump classificou Good como agitadora e afirmou que ataques às forças de segurança teriam aumentado, atribuindo o mau uso da força a pressões da suposta esquerda radical. As declarações do ex-presidente geraram novas leituras sobre o episódio nas redes.
Imagens do tiroteio circularam amplamente. Em vídeos, aparecem o veículo em movimento e o momento em que disparos ocorrem nas proximidades do ICE. Outros trechos mostram o veículo parado, com agentes próximos e ordenando a saída de Good.
A cobertura também incluiu relatos de testemunhas, incluindo uma parceira de Good, que aparece em vídeos próximos ao veículo. As imagens retratam as tentativas de impedir a remoção do automóvel e as ações dos agentes. As gravações são objeto de intenso escrutínio público.
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