O julgamento no Panamá envolve o ex-presidente Ricardo Martinelli e cerca de 20 pessoas por suposta lavagem de dinheiro relacionada a propinas pagas pela Odebrecht. A audiência começa nesta segunda-feira 12, na Suprema Corte da Cidade do Panamá. O caso envolve contratos de obras como o metrô, a rodovia costeira e a expansão do aeroporto.
A Odebrecht reconheceu nos EUA, em 2016, o pagamento de mais de 788 milhões de dólares em propinas na América Latina. No Panamá, a empresa admitiu ter repassado 59 milhões de dólares para facilitar contratos durante o governo Martinelli.
A acusação afirma que houve ordens de pagamento que, mesmo sem depositos diretos em contas de Martinelli, o apontaram como destinatário final. O Ministério Público diz haver pleno conhecimento da origem ilícita dos recursos.
Martinelli acompanha a audiência de modo remoto. Ele enfrenta uma pena de 12 anos de prisão em outro processo de lavagem. Em 2025, pediu asilo na Colômbia para evitar prisão naquele caso.
Ex-presidente Juan Carlos Varela e dois filhos de Martinelli também são acusados, mas serão julgados posteriormente pela Suprema Corte de Justiça devido à imunidade parlamentar. Ambos não podem viajar aos EUA, onde são alvo de acusações de corrupção.
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