O advogado de algumas vítimas da tragédia em Crans-Montana pediu a ampliação das investigações criminais para incluir autoridades locais. A ideia é também buscar indenizações que podem chegar a milhões por cada lesão e até 100 mil francos por cada morte.
O incêndio ocorreu na boate Le Constellation na manhã de Ano Novo, na vila de esqui Crans-Montana, na Suíça. As informações indicam que velas acesas provocaram a queima de espuma isolante no teto do porão, contribuindo para o fogo.
Estão sob investigação, neste momento, apenas os proprietários franceses, Jacques e Jessica Moretti, por suspeita de homicídio culposo. O marido está detido e os dois afirmam colaborar com as apurações. O prefeito da cidade confirmou que o local deixou de passar por várias vistorias anuais de segurança.
A defesa dos feridos, representada por Romain Jordan, afirma que a prefeitura deve responder pelos erros no gerenciamento de risco. O objetivo é obter documentos, íntegra de comunicações oficiais e ouvir autoridades durante o inquérito.
Segundo Jordan, a maioria das vítimas é de estrangeiros — suíços, franceses e italianos — e a maioria acordou de coma induzido em hospitais europeus. Ele aponta falhas nos procedimentos de segurança que teriam contribuído para a tragédia.
O grupo de vítimas pretende pleitear indenizações que, segundo estimativas, somam milhões de francos, com possível extensão para compensações por danos morais e materiais. Além disso, busca uma linha de assistência financeira emergencial até a conclusão do processo.
Para o caso, os advogados ressaltam a necessidade de transparência no cumprimento das normas de proteção e de acessos a documentos públicos relevantes para esclarecer o que ocorreu e por que falharam as salvaguardas.
Procuradoria e vítimas: avaliando as próximas etapas do inquérito, com possível inclusão de novas testemunhas e reavaliação de responsabilidades de autoridades municipais, além dos proprietários do estabelecimento.
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