Marine Le Pen volta a ser julgada em recurso por desvio de fundos do Parlamento Europeu, em uma ação que pode definir sua elegibilidade para concorrer à presidência da França em 2027. A defesa contesta a condenação anterior, mantendo a versão de inocência diante das acusações de esquema de “fakes jobs”.
A nova audiência começa nesta terça-feira em Paris e envolve Le Pen, de 57 anos, à frente do National Rally, e 10 dos 24 membros do partido já condenados no caso. O julgamento segue até 12 de fevereiro, segundo informações judiciais.
O caso envolve verbas do Parlamento Europeu destinadas aos assistentes em Estrabburgo e Bruxelas, que teriam sido utilizadas para financiar trabalhadores do partido na França. A perda efetiva para os cofres europeus é estimada em cerca de 4,8 milhões de euros.
O veredito, com provável divulgação antes do verão, pode determinar se Le Pen poderá disputar o pleito de 2027. Caso seja mantida a proibição de se candidatar, o RN pode indicar Jordan Bardella, de 30 anos, como substituto.
Especialistas destacam que a disputa eleitoral de 2027 ainda está em construção, com pesquisas mostrando variações significativas no cenário. Bardella aparece como favorito em alguns levantamentos, mesmo antes de uma definição sobre Le Pen.
Le Pen continua a afirmar inocência e mantém o objetivo de liderar o país. A defesa critica o que chama de “trem da justiça” e sustenta que não houve relação direta entre as ações alegadas e o cargo de presidente.
Na última tentativa de apelar, Le Pen manteve o tom combativo, apontando para a estratégia do partido e para a continuidade de suas ideias, independentemente do resultado do processo. A direção do RN ainda não anunciou oficialmente quem concorrerá em 2027.
Contexto jurídico e político
Analistas ressaltam que a definição do recurso pode reconfigurar o cenário eleitoral, com impactos para alianças e estratégias de campanha no movimento de extrema direita. O desfecho pode influenciar a posição de Bardella e a percepção pública sobre o partido.
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