Floral tributes deixados em Bondi Beach, após o ataque terrorista durante uma celebração de Hanucá em 14 de dezembro, serão usados como base para uma obra no Sydney Jewish Museum. A artista Nina Sanadze coordena voluntários para processar as flores em um galpão de Sydney.
Apesar do grande volume, as flores secam em ventiladores, representando entre um quarto e um terço do que foi deixado no local. O ataque deixou 15 mortos, incluindo uma criança de 10 anos, e dezenas de feridos. Um dos suspeitos, Sajid Akram, foi morto pela polícia; o filho dele, Naveed Akram, está sob custódia com diversas acusações.
Sanadze planeja transformar as pétalas em arte duradoura. Ela já testa inserir as pétalas em resina clara e estudar móveis feitos com talos e folhas compostados. Alguma parte pode ser moldada em bronze. Parte da peça deve retratar pessoas fugindo da praia ao iniciar o tiroteio.
A intenção da artista é que a obra tenha um alimento memorial duradouro, preservando a memória do ocorrido. Segundo uma voluntária, a comunidade judaica permanece ocupada tentando seguir adiante após o ataque.
Nova exposição no museu
O Sydney Jewish Museum, que está fechado para obras de expansão, abrirá a mostra em 2027 quando as obras estiverem prontas. A curadora sênior Shannon Biederman relembrou o início da coleta das flores junto ao Bondi Pavilion, em 22 de dezembro, às 5h. Além das pétalas, brinquedos, pedras, bandeiras e outras lembranças serão aproveitados em projetos artísticos.
Outras peças deixadas no local também serão utilizadas em novos trabalhos. A ideia é que diferentes artistas aproveitem as lembranças para expressar o impacto do episódio de forma contínua e respeitosa.
Entre na conversa da comunidade