Dois terços da cobertura continua sobre a crise no Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA tomariam ações muito firmes caso o regime execute manifestantes, enquanto as mortes permanecem em ascensão no país. A cobertura aponta para o risco de escalada e os impactos internos e externos.
Segundo o grupo de direitos humanos Hengaw, Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso durante protestos na cidade de Karaj e deve ser executado nesta quarta-feira. A família foi informada de que a condenação é definitiva, conforme a organização citou uma fonte próxima.
Trump pediu que os protestos continuem, sugerindo possíveis ações militares futuras. Em rede social, o presidente pediu que os iranianos tomem as instituições, sem detalhar planos. O governo dos EUA já sinalizava, dias antes, que ataques aéreos estavam entre as opções.
Relatos, ainda não confirmados oficialmente pelo regime, indicam números elevados de vítimas: entre 2 mil e 20 mil, segundo duas fontes da CBS que citaram prontuários hospitalares. O governo iraniano não divulgou números oficiais.
Desdobramentos internacionais
O Departamento de Estado dos EUA pediu que cidadãos nos EUA deixem o Irã, se for seguro, considerando rotas terrestres via Armênia ou Turquia. O governo americano destacou a continuidade de interrupções de internet no país e recomendou planos de comunicação alternativos.
Trump interrompeu encontros com autoridades iranianas, citando o fim dos homicídios como condição para retomar o diálogo. A delegação presidencial deve receber uma atualização sobre o tamanho das vítimas nesta terça-feira. O vice-presidente, JD Vance, lidera reunião do Conselho de Segurança Nacional sobre o tema.
A SpaceX oferece acesso gratuito à internet via Starlink para usuários no Irã, com a isenção de assinatura devido ao apagão digital que se estende por mais de cinco dias. A iniciativa visa reduzir o isolamento causado pela interrupção de serviços de conectividade.
O enviado de Washington, Steve Witkoff, realizou reunião secreta com Reza Pahlavi, príncipe exilado, no fim de semana. Pahlavi afirmou apoiar uma transição não violenta e tem defendido referendo como caminho para mudanças no país.
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