O governo de Uganda ordenou que duas organizações locais de defesa dos direitos humanos interrompam suas atividades dias antes das eleições de quinta-feira. A medida ocorre em meio a acusações de repressão e intimidação, segundo a ONU.
Os órgãos nascidos de monitoramento de direitos humanos, Chapter Four Uganda e HRNJ-U (Rede de Direitos Humanos para Jornalistas de Uganda), receberam notificações oficiais para cessar operações com efeito imediato. O governo afirmou que as atividade dessas organizações seriam prejudiciais à segurança do país.
A Organização das Nações Unidas para Direitos Humanos relatou, na sexta-feira, uso de munição real pela polícia e pelo exército para dispersar comícios pacíficos, além de detenções arbitrárias de apoiadores da oposição e de jornalistas. Fonte oficial não comentou o relatório.
Medidas administrativas e contexto
O departamento estatal de ONG informou a Chapter Four que recebeu informações de envolvimento em atividades prejudiciais à segurança e solicitou o encerramento das operações. O líder da HRNJ-U, Robert Ssempala, confirmou a recebimento da ordem.
Stephen Okello, chefe do órgão estatal, confirmou a emissão das cartas às organizações. No mês anterior, a casa de Sarah Bireete, crítica de direitos humanos, foi alvo de uma operação policial e ela permanece detida sob acusação de divulgação irregular de informações sobre eleitores.
O governo declarou que as ações de segurança são resposta a supostas irregularidades cometidas pela oposição. As autoridades não ofereceram comentários adicionais sobre o relatório da ONU ou sobre as demissões administrativas.
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