O governo Trump foi acusado de atrasar a implementação de benefícios ampliados para veteranos de ilhas do Pacífico. Em um depoimento à Câmara dos EUA, em Washington, representantes das Ilhas de Palau, Ilhas Marshall e Micronésia Frédos Federadas (FAS) e deputados democratas afirmaram que a VA ainda não aplicou as novas vantagens previstas em lei.
Os benefícios integram programas de 20 anos firmados com as chamadas Freely Associated States durante a gestão Biden. O acordo permite que os habitantes das ilhas vivam, estudem e trabalhem nos EUA e sirvam nas forças armadas, com garantia de acesso aprimorado a cuidados médicos, telemedicina, viagens subsidiadas e serviços de farmácia por correspondência.
Soram, embaixador da Micronésia, disse que a VA tem autoridade para oferecer cuidados diretos aos veteranos FAS, mas que o financiamento não foi disponibilizado. Ele acrescentou que conversas produtivas ocorreram até setembro de 2024 e foram suspensas em 2025, e que há disposição para retomar as negociações.
A AVA informou que a legislação de 2024 autorizou algumas opções de atendimento, sem custeio adicional para esse tipo de cuidado. Em nota, a assessoria de imprensa destacou que os veteranos FAS já recebem benefícios equivalentes aos de veteranos no exterior e que o governo segue buscando opções para ampliar o atendimento a todos os veteranos, incluindo os das FAS.
O Departamento de Estado acrescentou que o chefe da diplomacia para a região, Michael DeSombre, visitará as ilhas Marshall e Micronésia na próxima semana para tratar da implementação eficaz dos Acordos COFA. Os EUA veem as FAS como parceiras estratégicas para segurança e economia na região.
Deputados democratas e republicanos destacaram a importância de cumprir integralmente os acordos COFA. A oposição expressou preocupação de que a administração atual tenha demorado a alinhar o cumprimento das obrigações com o que foi prometido ao Congresso. A defesa de uma atuação firme no tema foi reiterada.
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