O governo dos Estados Unidos anunciou o início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, com a criação de um comitê de tecnocratas palestinos para gerir, por um período de transição, as atividades diárias da faixa. O anúncio foi feito nas redes sociais pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, sem detalhar nomes ou a lista de membros do que seria o “comitê nacional para a administração de Gaza”.
A segunda fase prevê a demilitarização completa e a reconstrução de Gaza, com ênfase na desmobilização de pessoal não autorizado. O passo ocorre após o início da primeira fase, em 10 de outubro, com a troca de manter hostilizados entre Hamas e Israel por palestinos detidos em território israelense. As operações de bombardamento israelense em Gaza diminuíram, mas não cessaram.
Composição e supervisão
Witkoff afirmou que o comitê palestino ainda não começa a trabalhar sem a aprovação de um “conselho de paz” presidido por Trump, cuja criação ainda não foi formalizada. O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, informou que houve acordo sobre os 15 integrantes do comitê interino, que deverão atuar na gestão diária e nos serviços essenciais em Gaza.
Duas entidades que representam famílias de ex-reféns israelenses pediram cautela e a devolução dos restos do último refém ainda não localizado, Ran Gvili, para a validação da próxima etapa. O Hamas afirma não ter conseguido localizar o corpo de Gvili até o momento.
Liderança e governança
O enviado Witkoff sinalizou que o governo de transição deverá ser supervisionado por Nickolay Mladenov, diplomata búlgário de longa atuação na ONU, já conhecido no processo de paz. Mladenov reportaria ao conselho de paz de Trump, cuja formação envolve líderes mundiais, com anúncio esperado nos próximos dias.
Diálogo regional e pontos logísticos
As discussões em Cairo também trataram da retirada adicional de forças israelenses de Gaza, da reabertura da passagem de Rafah entre o Egito e Gaza e da entrada de ajuda humanitária que já está estocada no lado egípcio da fronteira. A ideia é ampliar o fluxo de bens e assistência humanitária para a população Gaza.
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