Dozens de iranianos cruzaram a fronteira com a Turquia na quarta-feira, pelo posto de Kapiköy, na província turca de Van. O deslocamento ocorreu em meio a uma repressão em curso no Irã, contra uma das maiores ondas de protesto desde o início dos choques contra o governo islâmico. O objetivo não foi declarado formalmente, mas as famílias buscavam continuidade de mobilidade enquanto vigílias se intensificavam.
Sob tensão crescente, famílias e indivíduos carregavam malas e seguiram para veículos que os levariam a cidades próximas na Turquia. A imprensa entrevistada por Reuters informou que não houve abertura de declarações por parte dos entrevistados, que temem represálias ao retornarem ao Irã.
Diplomatas confirmaram à Reuters que houve aumento no fluxo migratório de iranianos para a Turquia após avisos de países sobre a necessidade de deixar o Irã. Em resposta, um oficial de segurança turco afirmou que o movimento no posto não foi extraordinário e que a situação é monitorada de perto.
Reação internacional e diplomacia
O governo dos EUA pediu a seus cidadãos que deixem o Irã imediatamente e recomendou deslocamento por terra para Turquia ou Armênia. Autoridades turcas e iranianas mantêm contatos para reduzir tensões regionais, com o ministro de Relações Exteriores turco enfatizando a importância de negociações.
O Irã advertiu que poderia retaliar bases americanas caso ocorram intervenções externas, segundo fontes próximas ao governo. Na Turquia, as autoridades destacaram a necessidade de cooperação regional para reduzir o impacto humano e estabilizar a fronteira.
Entre na conversa da comunidade