Pastores de gado da etnia fulani são acusados de ataques que, entre 30 de dezembro e 9 de janeiro, deixaram 13 cristãos mortos no estado de Benue, Nigéria, com relatos de desaparecidos e destruição de lavouras. Os ataques ocorreram em diversas áreas, segundo moradores locais.
Em Otobi Akpa, no condado de Otukpo, moradores dizem que homens fulani invadiram a aldeia na meia-noite de 05 de janeiro e atacaram quatro cristãos que dormiam em casa. As vítimas foram identificadas como Ochi Igbade, Eje Uzu, Alinko e Achibi. Dezenas continuam desaparecidos.
No condado de Kwande, cinco cristãos foram mortos por volta das 16h de 06 de janeiro, enquanto trabalhavam em fazendas na aldeia de Udeku Maav-Ya. O presidente do conselho local afirmou que ataques à região são recorrentes, e uma vereadora relatou agressões e destruição de casas e plantações em comunidades cristãs.
Desdobramentos por condados
Segundo Maurice Orwough, presidente do conselho de Guma, pastores atacaram agricultores na aldeia de Ikyaghev no dia 05 de janeiro, por volta das 10h, resultando na morte de quatro moradores de uma mesma família. Em Ukum, no dia 08 de janeiro, houve destruição de plantações na vila de Adogo, conforme relato de Thomas Ikyase; moradores fugiram das casas.
Ainda segundo moradores, houve incidentes em dezembro. Em Owewe, no Okpokwu, houve ataque a um funeral em 30 de dezembro. Em Ijigban, Ulayi e Utonkon, ataques a aldeias foram relatados em 09 de dezembro. Oche, presidente do conselho de Ado, aponta que o padrão envolve atacar pessoas em luto e emboscar agricultores.
Contexto internacional
O APPG para Liberdade Internacional de Crença, com sede no Reino Unido, publicou relatório em 2020 destacando que a etnia fulani reúne vários clãs. O documento reconhece que nem todos compartilham visões extremistas, mas aponta segmentos que defendem ideologias radicais e podem mirar cristãos e símbolos cristãos.
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