Donald Trump afirmou à Reuters que a Ucrânia, e não a Rússia, é quem freia um acordo de paz com Moscou. O relato contrasta com a linha de aliados europeus, que há meses ressaltam o desejo de encerrar a ofensiva de Putin.
Em entrevista exclusiva à Casa Branca, Trump disse que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a fechar o conflito após quase quatro anos de guerra. Segundo o ex-presidente dos EUA, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, estaria mais reticente.
A fala de Trump sugere novo momento de tensão com Zelenskiy, com quem manteve relação volátil ao longo dos anos. As declarações ocorrem em meio a negociações lideradas por EUA para garantir garantias de segurança a uma Ucrânia pós-conflito.
Segundo apuração da Reuters, as tratativas recentes concentram-se em salvaguardas para evitar uma nova invasão russa, incluindo eventuais concessions territoriais por Kyiv, algo que autoridades ucranianas vêm resistindo veementemente.
Trump mencionou que o contato com Zelenskiy, durante a definição de termos, continua incerto. O ex-ocupante da Casa Branca indicou que poderia participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, caso Zelenskiy também esteja presente, mas não confirmou planos.
Em relação a uma possível viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou, Trump disse não ter conhecimento prévio sobre essa possibilidade, informou a Reuters. O papel de Witkoff e Kushner na mediação tem sido destacado por várias fontes.
Zelenskiy tem reiterado publicamente que não há espaço para concessões territoriais que comprometam a integridade do país, citando a própria constituição como limite para negociações.
A reportagem de Reuters também lembrou que, em dezembro, autoridades de inteligência dos EUA indicaram que os objetivos de Putin na Ucrânia não haviam mudado, embora tenha havido disputas internas sobre a leitura dessas informações.
Entre na conversa da comunidade