Oitenta: políticos Norwegianos criticaram a decisão da oposicionista venezuelana María Corina Machado de entregar a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump. O ato ocorreu no White House na última quinta-feira, após Machado receber o prêmio em Oslo no mês anterior.
Machado entregou a medalha a Trump em reconhecimento ao que chamou de compromisso dele com a liberdade na Venezuela. Horas depois, Trump publicou nas redes sociais que recebeu a medalha como gesto de respeito mútuo, ampliando a polêmica internacional.
O Nobel Peace Center afirmou que uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado não pode ser transferido. Os organizadores do prêmio já haviam reiterado, quando Machado revelou a ideia, que o prêmio não pode ser revogado, compartilhado ou transferido.
Reação política na Noruega é veemente. Kirsti Bergstø, líder do Partido da Esquerda Socialista, tida como oposicionista, chamou o ato de absurdo e citou as ameaças de Trump sobre a Groenlândia para justificar a desaprovação. Outros críticos afirmaram que a decisão desvaloriza o prêmio.
Trygve Slagsvold Vedum, líder do Partido Centro, avaliou que o recebimento da medalha revela traços de personalidade de Trump, associado a vaidade ao se apropriar de reconhecimentos de terceiros. Críticos destacaram ainda que a situação pode impactar a imagem do Nobel.
Raymond Johansen, ex-prefeito de Oslo e atual secretário-geral da Norwegian People’s Aid, classificou o episódio como constrangedor e danoso ao prestígio do Nobel. Ele afirmou que a entrega pode favorecer narrativas políticas que desvirtuam o propósito do prêmio.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega não comentou o episódio, afirmando que o Nobel é independente do governo. O comitê Nobel não respondeu de imediato aos pedidos de posicionamento.
No White House, uma fotografia mostra Trump com a medalha exposta em uma moldura dourada, acompanhada de uma mensagem de reconhecimento à ação do presidente para a supressão de políticas venezuelanas.
Entre na conversa da comunidade