Um youtuber cristão egípcio foi condenado a cinco anos de trabalhos forçados no Egito. A sentença envolve acusações de desprezo à religião e uso indevido das redes sociais, em conteúdos de apologética cristã. A decisão foi divulgada pela Fundação para a Defesa das Democracias.
Aughustinos Samaan, com cerca de 100 mil inscritos em seu canal, atuava respondendo a materiais anticristãos. Ele também trabalha como pesquisador em religião comparada, segundo a análise de organizações de direitos humanos.
O anúncio aponta prisão de Samaan em outubro do ano passado, com 15 dias de detenção preventiva iniciais. Depois, a duração ficou estendida por meses, segundo especialistas.
Contexto legal e observações de direitos
A Fundação para a Defesa das Democracias afirma que a prática egípcia permite prisões preventivas além dos prazos máximos, com renovações quinzenais em investigações. Isso dificulta julgamentos ou libertaçã o dos réus, dizem especialistas.
A organização Coptic Solidarity sustenta que Samaan teve acesso restrito à defesa e que advogados não tiveram tempo suficiente para atuar. A entidade aponta riscos de violação de garantias constitucionais.
Outras organizações citadas destacam que, no Egito, cristãos e convertidos ao cristianismo enfrentam vulnerabilidades em casos de acusações religiosas. Há relatos de detenções sem julgamento rápido e de restrições à liberdade de expressão religiosa.
A Portas Abertas, que monitora perseguição, classifica o Egito entre os países com maior pressão sobre cristãos. Em 2026, o país figura entre as nações com dificuldades para exercer direitos religiosos, segundo a organização.
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