Um homem foi absolvido, em Washington DC, da acusação de mirar um laser no helicóptero presidencial Marine One enquanto transportava o então presidente Donald Trump. O júri considerou o réu, Jacob Winkler, inocente em cerca de 35 minutos de deliberação nesta terça-feira.
Winkler, de 33 anos, foi preso em setembro após um agente da Secret Service relatar ter visto o feixe vermelho apontado para Marine One durante a decolagem. Ele enfrentava uma acusação federal de apontar um laser para uma aeronave, crime com pena de até cinco anos de prisão.
A acusação foi conduzida pelo escritório da procuradora-geral dos EUA para DC, chefiado por Jeanine Pirro, indicada pelo próprio Trump. O escritório informou que buscaria processar Winkler “ao máximo da lei”.
Os defensores de Winkler, Alexis Gardner e Ubong Akpan, afirmaram que a defesa obteve êxito rápido, com a maioria do julgamento levando pouco mais de meia hora. Eles destacaram a decisão como reflexo de falhas no caso, sem entrar em detalhes adicionais.
O caso se insere em um contexto de ações do governo federal na capital, após Trump declarar estado de emergência e com a presença de tropas em DC no ano anterior. Pirro declarou que manteria a linha dura contra ataques a oficiais federais e ameaças ao presidente, embora não tenha obtido vitórias consistentes em casos recentes.
Em resposta, o escritório de Pirro não comentou de imediato o veredicto. A defesa afirmou que o resultado expõe a necessidade de direcionar recursos para questões mais relevantes à segurança pública, em vez de crimines contra pessoas em situação de vulnerabilidade.
Contexto e desdobramentos
A decisão ocorre dias após outro caso envolvendo a atuação da procuradoria de Pirro em DC, no qual não houve condenação de um homem acusado de atirar um sanduíche em um agente federal. As informações são de fontes próximas ao processo e veículos de imprensa.
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