Na Dinamarca, milhares de pessoas participaram de protestos no sábado para apoiar Groenlândia diante da ameaça de anexação feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Manifestantes pediram que Washington respeite o direito de autodeterminação do território.
Em Copenhague, os participantes se reuniram na Praça Rådhuspladsen, encolhindo frases como Groenlândia não está à venda e mãos fora da Groenlândia. Bandeiras com o símbolo Erfalasorput foram exibidas enquanto o grupo seguiu em direção à embaixada dos Estados Unidos.
Julie Rademacher, presidente da organização Uagut, que representa Groenlandeses na Dinamarca, afirmou que a demonstração visa também alertar o mundo sobre a importância do tema. Ela apontou que Groenlândia e seus habitantes passaram a ocupar posição central em debates sobre democracia e direitos humanos.
Contexto histórico
A Groenlândia, território autônomo com cerca de 57 mil habitantes, é governada por Copenhagen, que controla defesa e política externa desde 1979. A autonomia é ampla, mas questões-chave permanecem sob a alçada do reino da Dinamarca.
Outras manifestações ocorreram em diferentes cidades da Dinamarca, com atos marcados para Nuuk, capital da Groenlândia, ainda neste sábado. Organizações Groenlandesas atuaram em conjunto com a ActionAid Denmark na organização das ações.
Partidos e opinião pública
Em Groenlândia, todos os cinco partidos eleitos ao parlamento local apoiam a independência, mas divergem sobre o prazo para a mudança. Recentemente, alguns representantes defenderam manter o território como parte da Dinamarca até que haja consenso, em vez de seguir para uma ligação com os EUA.
Segundo autoridades dinamarquesas, cerca de 17 mil Groenlandeses vivem na Dinamarca. A reação internacional à posição de Washington tem sido amplamente crítica na Europa, com pedidos de respeito à autodeterminação e ao diálogo entre as partes.
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