Três arcebispos católicos dos EUA criticaram nesta segunda-feira a direção da política externa do governo Trump, afirmando que o papel moral dos EUA no combate ao mal no mundo está em questão e que a ação militar deve ser o último recurso extremo.
Em declaração conjunta, cardeais Blase Cupich, de Chicago, Robert McElroy, de Washington, e Joseph Tobin, de Newark, afirmaram que 2026 representa o debate mais profundo sobre o fundamento moral das ações americanas desde o fim da Guerra Fria.
O texto cita acontecimentos na Venezuela, na Ucrânia e ameaças à Groenlândia feitas pelo governo dos EUA, destacando que o direito das nações à autodeterminação parece frágil.
A nota não menciona diretamente o presidente Donald Trump; a Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário.
Os arcebispos defenderam uma política externa que não utilize a guerra como instrumento de interesses nacionais restritos e defenderam a ação militar apenas em situações extremas.
Contexto
A declaração faz referência ao tema já discutido pelo Papa Leão XIII, no Vaticano, no início deste mês, que criticou o zelo pela guerra no mundo.
O texto também lembra que Leão XIII já havia criticado políticas do governo americano, especialmente no que diz respeito à imigração.
Entre na conversa da comunidade