A reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, resultou em comentários do chefe da AIEA sobre o impasse com o Irã. Rafael Grossi afirmou que o confronto sobre o estoque de urânio militarmente enriquecido e as inspeções não pode durar indefinidamente.
A AIEA já inspecionou 13 instalações iranianas não atingidas por ataques, mas não pôde verificar três alvos bombardeados em junho: Natanz, Fordow e Isfahan. O Irã precisa apresentar um relatório sobre o que ocorreu nesses locais e no material, incluindo cerca de 441 kg de urânio enriquecido a até 60%.
Iranianos não enviaram esse relatório especial, segundo Grossi. Ele afirmou que, se o material não for rastreável, pode haver risco de desvio. O chefe da AIEA ressalta a obrigação do Irã como parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear e destaca que não há opção de escolha de conformidade.
Situação atual das inspeções
Grossi indicou que a verificação mensal de estoques é essencial e que o tempo para resolver o impasse está se esgotando. Ele afirmou ainda que poderia haver consequências caso o Irã não coopere plenamente.
O diplomata comentou que a interação com esforços de normalização entre Irã e Estados Unidos, liderados por um enviado americano, Steve Witkoff, influencia a dinâmica. Segundo ele, não se deve ignorar esse contexto diplomático, ainda que as inspeções continuem prioritárias.
O mais recente levantamento, segundo Grossi, ocorreu em dezembro, com inspeções adicionais até o fim do mês. Ele indicou que o Irã também está passando por instabilidades internas, mas afirma que as negociações devem seguir para resguardar o cumprimento do NPT.
Perspectivas e próximos passos
Grossi sinalizou a possibilidade de resolver a questão na primavera, desde que o Irã coopere plenamente. Ele planeja se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em dias ou semanas, para avançar nas negociações.
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