Spain se posiciona contra campamentos de asylum fora da UE e pede foco na origem
Em Madrid, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que planos de alguns países da UE de controlar a migração por meio de centros de processamento externo não são soluções mágicas e apresentam entraves legais e risco de atrito com países terceiros. O governo espanhol defende enfrentar a migração irregular já na origem.
Grande-Marlaska destacou que a estratégia da Espanha de atuar com países de trânsito antes da chegada tem mostrado eficácia, contrastando com políticas mais restritivas aplicadas por várias nações da UE. O objetivo é ampliar vias legais de imigração e reduzir fluxos irregulares.
Apenas nos últimos meses, a Espanha tem ampliado atuação na Mauritânia, Senegal e Gâmbia, com quase 100 agentes de polícia e equipamentos de vigilância. As ações visam impedir que migrantes embarquem em barcos precários para as Ilhas Canárias.
Apesar dos dados oficiais, organizações de direitos humanos apontam abusos em países africanos parceiros, incluindo incidentes envolvendo detenções abusivas reportados na Mauritânia. A autoridade espanhola nega irregularidades e afirma reforçar equipes e recursos.
Dados oficiais indicam queda expressiva de chegadas irregulares às Canárias: -62% em relação a 2024. Em comparação, as chegadas pela Itália permaneceram relativamente estáveis. As informações destacam a tendência de redução das operações irregulares na região.
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