O governo britânico aprovou, nesta terça-feira, a construção da maior embaixada da China na Europa em Londres, no Royal Mint Court, perto da Tower of London. A decisão chega com ressalvas e sob condições. O objetivo é melhorar as relações com Pequim, apesar de avisos sobre potencial uso para espionagem.
A obra, que envolve um terreno de cerca de 55 mil m², seria quase 10 vezes maior que a atual em Londres e maior que a embaixada chinesa nos EUA. O site foi comprado pela China em 2018, após promessas de que o equipamento ficaria dentro das normas de planejamento.
O veto inicial foi superado após três anos de oposição de moradores, deputados e defensores da democracia de Hong Kong. O governo tomou a decisão de planejamento no ano passado, após uma audiência pública em fevereiro.
Embaixada: tamanho e impacto
A nova sede diplomática atingiria uma das maiores pegadas de representação do mundo, ampliando consideravelmente a presença chinesa no eixo financeiro da capital.
Segurança e diplomacia
Críticas de que a estrutura poderia facilitar espionagem foram discutidas por políticos britânicos e americanos. A MI5 afirma ter mais de um século de experiência lidando com embaixadas estrangeiras e considera que riscos podem ser gerenciados. A embaixada chinesa, por sua vez, contesta as acusações.
Pendências legais
Alguns moradores contrários avaliam entrar com recursos judiciais para contestar a decisão. As autoridades não responderam a pedidos de comentário adicionais até o momento.
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