Zack Polanski, líder do Green Party, defendeu que o Reino Unido avalie a expulsão de forças americanas das bases britânicas e reduza a dependência de armas dos EUA, como parte de uma reavaliação da defesa conjunta com os Estados Unidos. A declaração foi feita ao Guardian durante a edição do Politics Weekly.
Segundo Polanski, é necessário revisar a presença norte-americana no território britânico e conduzir uma revisão estratégica de defesa. O líder verde não revelou se apoiaria aumentar investimentos para substituir essa capacidade bélica, mantendo o foco na redução da cooperação militar com Washington.
Em relação à NATO, Polanski afirmou que o Reino Unido deveria abandonar a aliança, acreditando que a reforma interna não seria suficiente devido ao peso do papel dos EUA. Ele também defendeu a desmilitarização nuclear, pedindo que a própria Rússia e outras nações entrem no debate.
Contexto diplomático e respostas
As declarações ocorrem em meio a tensões transatlânticas provocadas por propostas de tarifas e pelo risco de ações dos EUA contra países europeus críticos. Keir Starmer, primeiro-ministro, pediu contenção e disse não acreditar que Trump vire invasões.
Starmer afirmou que a situação pode ser resolvida por meio de diálogo, evitando escaladas comerciais. O governo também mantém o foco em evitar uma guerra de tarifas com Washington, ressaltando a importância de relações estáveis com os EUA.
Polanski voltou a criticar a dependência britânica de importações de armamentos dos EUA e sugeriu que o país repense seus laços estratégicos, ainda que isso possa impactar o volume do comércio bilateral. Ele também manteve a defesa da taxação de fortunas para reduzir desigualdade.
O líder do Green Party também reiterou sua proposta de tributar fortunas elevadas, com alíquotas progressivas, para financiar serviços públicos. Segundo ele, a medida não se restringe a ganhos financeiros, mas visa reduzir distorções no acesso a ativos.
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