A onda de sequestros voltou a atingir igrejas no norte da Nigéria, desta vez em Kurmin Wali, Kaduna. Em dois templos, mais de 170 pessoas foram raptadas durante o culto neste fim de semana. Entre os capturados estavam familiares da vítima local, incluindo o marido e dois filhos.
A mulher que pediu para não ser identificada afirmou que os sequestradores voltaram à vila no domingo e levaram um grande grupo de fiéis. Os 163 desaparecidos, conforme a Christian Association of Nigeria (CAN), continuam sem contato.
Entre os raptados estavam familiares que participavam do serviço na Evangelical Church Winning All, segundo relatos. Uma testemunha disse que cerca de 20 parentes de sua família foram levados, mas conseguiram escapar de alguns deles.
Contexto sobre os sequestros
O ataque amplia a série de raptos ocorridos em áreas remotas do norte do país, com gangs armados agindo em motos para abordar comunidades inteiras. A Nigeria afirma combater grupos violentos que atacam civis, muitas vezes visando pagamento de resgate.
O governo federal tem sido pressionado pela imprensa internacional e por críticas sobre a proteção a comunidades cristãs. Autoridades afirmam que trabalham para enfrentar islamistas e outros grupos violentos que atuam no combate a civis de diferentes confissões.
Casos de sequestro movem a atenção para a resposta das autoridades, que vem ampliando operações de segurança e buscando parcerias internacionais para proteger comunidades. Ainda não há confirmação de responsabilização específica pelos ataques em Kaduna.
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