Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhe franceses para tentar convencer Emmanuel Macron a aderir à sua iniciativa Board of Peace, destinada a resolver conflitos globais.
A proposta de Trump começaria pela Faixa de Gaza e ganharia continuidade em outras crises, questionando o papel das Nações Unidas. Uma fonte próxima a Macron indicou que o presidente francês pretende recusar o convite.
Quando questionado sobre a posição de Macron, Trump afirmou que o francês não estaria disposto a participar se não houver interesse imediato, insinuando dificuldades políticas futuras para Paris.
Ameaça tarifária de 200% faz parte de um roteiro mais amplo contra a União Europeia, segundo a leitura de observadores. Macron participa de Davos por um dia antes de retornar a Paris; não há planos para permanecer até quarta-feira, conforme rumores.
Em mensagem pública, Trump mostrou uma comunicação privada entre Macron e ele sobre Greenland, destacando desentendimentos com a atuação de Washington. França realiza eleição para 2027, substituição de Macron.
Atualmente, vinhos e destilados importados pela UE enfrentam tarifa de 15% nos EUA, patamar que a França busca reduzir a zero após acordo entre EUA e UE selado no ano anterior. O comércio de bebidas entre EUA e França atingiu 3,8 bilhões de euros em 2024.
Especialistas apontam que novas ameaças de tarifas podem desinibir investimentos no setor. O setor de bebidas na Europa já enfrentava impacto de medidas anteriores, com quedas na atividade nos EUA.
A Renda com a venda de bebidas francesas para os EUA é significativa, com empresas do setor avaliando impactos em decisões de investimento. Observadores citam que o entorno diplomático pode afetar o mercado de bens de luxo.
França citou cautela ao avaliar a prática de pressionar terceiros para influenciar políticas externas, destacando que tais abordagens não são aceitáveis para o país. Paralelamente, a União Europeia analisa respostas a pressões independentes sobre seu alinhamento diplomático.
Ameaças recentes são vistas com cautela por autoridades europeias, que ponderam instrumentos de resposta, incluindo medidas antidumping ou retaliações coordenadas. Diplomatas destacam que ações unilaterais podem impactar relações transatlânticas.
Um rascunho de estatuto circulado pelos EUA a cerca de 60 países aponta para contribuições formais de 1 bilhão de dólares para manter a participação por mais de três anos, documento visto por agências de apuração. As informações refletem discussões em curso sobre governança internacional.
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