Donald Trump anunciou um “framework de um acordo futuro” sobre Groenlândia após semanas de tensão, em meio a dúvidas entre moradores da região ártica. O objetivo é definir eventual soberania, segurança e recursos, sem intervenção militar confirmada. O pronunciamento ocorreu após reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e sinalizou recuo de tarifas para oito aliados europeus.
O anúncio gerou ceticismo em Nuuk e entre parlamentares dinamarqueses, que dizem acreditar que Groenlândia não foi suficientemente envolvida nas negociações. A posição de Copenhague não ficou clara, e o tema provocou reações divergentes entre líderes europeus e autoridades locais.
Líderes europeus registraram alívio inicial com a suspensão de tarifas, mas ressaltaram que há trabalho a fazer. O premiê italiano Giorgia Meloni saudou a sinalização de negociação, enquanto o primeiro-ministro holandês Dick Schoof destacou a desescalada na relação com Washington.
O que pode mudar na soberania e nos recursos
Especula-se que o acordo possa conceder aos EUA soberania sobre pequenas áreas com instalações militares na Groenlândia, além de facilitar mineração de minerais raros sem necessidade de aprovação dinamarquesa. O tema envolve disputas sobre a participação de Groenlândia e o papel de aliados da OTAN.
Representantes da Groenlândia e do parlamento dinamarquês manifestaram reservas quanto a qualquer influência de OTAN sobre sua soberania ou sobre recursos naturais. A pauta permanece sob avaliação de autoridades locais, com posição clara de que negociações não devem excluir a região.
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