O ex-primeiro-ministro sul-coreano Han Duck-soo foi condenado a 23 anos de prisão por participação na insurreição decorrente do decreto de estado de martial law anunciado em 3 de dezembro de 2024. A decisão inclui detenção imediata de Han.
O juiz Lee Jin-kwan considerado que Han criou ativamente a aparência de uma reunião ministerial para validar um decreto inconstitucional, violando seu dever constitucional de impedir a insurreição.
Provas destacadas incluem uma ligação de 8 de dezembro em que Han pediu a um assessor presidencial que destruísse um documento de martial law com data anterior, sugerindo que a assinatura nunca existiu. O tribunal indicou que Han soube do plano horas antes do anúncio televisivo.
Segundo a corte, apenas seis ministros foram convocados para a reunião no gabinete, e Han ajudou a assegurar o quórum mínimo enquanto dificultava deliberações significativas. Também foi considerado responsável pela criação de documentos falsos, destruição de registros presidenciais e perjúrio durante o impeachment.
Han, 76 anos, é diplomata de carreira que atuou em cinco presidências. O veredicto abriu possibilidade de recurso, já que o condenado ainda pode recorrer da decisão.
O caso ocorre cinco dias após outra decisão judicial que puniu o ex-presidente Yoon Suk Yeol com cinco anos de prisão por obstrução à sua própria prisão. O desfecho do processo de Yoon ainda não ocorreu, com nova etapa prevista para fevereiro.
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