Mozambique confirmou nesta quinta-feira 13 mortes ligadas às enchentes que atingiram o país nas últimas duas semanas. A informação é de autoridades locais, que também ressaltaram a expectativa de aumento no número de óbitos conforme as águas recedem.
As chuvas intensas fizeram rios transbordarem e diques quebrarem, deixando mais de meio milhão de pessoas impactadas. Parte do território vizinho, a África do Sul, também registrou alagamentos em áreas próximas.
Maputo, a capital, registrou áreas com inundação até os telhados e teve parte da cidade isolada por uma rodovia congestionada pelas águas. Alguns comerciantes dizem enfrentar perdas severas.
A UNICEF, representada por Maria Louise Eagleton em Moçambique, afirmou que o saldo pode incluir um grande contingente de crianças entre as vítimas ou pessoas feridas. Autoridades apontam vulnerabilidade maior entre menores.
Funcionários destacam que o impacto poderia ter sido menor com sistemas de alerta prévio e evacuações obrigatórias. Ainda assim, muitos moradores deixaram áreas de risco de forma voluntária.
Contexto
As autoridades classificam as cheias como as piores desde 2000, quando cerca de 700 pessoas morreram no país. O governo enfatiza que a resposta humanitária segue, com equipes de assistência atuando nas áreas mais atingidas.
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