Taiwan ofereceu, nesta semana, diálogo com a Ucrânia para intensificar o combate a desvios de sanções após anúncio de Zelenskiy sobre componentes ilícitos de mísseis com origem na ilha. O anúncio foi feito pelo presidente taiwanês Lai Ching-te.
Lai se manifestou em Davos, respondendo a afirmações feitas por Zelenskiy sobre a cadeia de suprimentos que envolve China, Europa, Estados Unidos e Taiwan. Em resposta, o presidente taiwanês disse que o país colabora com parceiros globais para apoiar a Ucrânia e ampliar sanções coordenadas.
Em sua publicação no X, Lai destacou a disposição de ampliar trocas de informações para dificultar transbordos ilegais de terceiros países e uso final oculto de componentes. Ele associou o tema à defesa da liberdade e à cooperação internacional.
Contexto de controles de exportação tem ganhado relevância para Taiwan desde novembro, quando o país disse estar revisando regras para cumprir acordos internacionais de não proliferação, ainda que não seja signatário da estrutura de governança Wassenaar.
Segundo autoridades taiwanesas, não houve contato público direto entre o governo de Taiwan e o governo da Ucrânia. A ajuda humanitária taiwanesa a Kiev tem sido coordenada por escritórios diplomáticos em EuropaCentral e Oriental.
Observa-se ainda que Taiwan mantém diálogo com algumas cidades ucranianas, sem anúncio de canais oficiais diretos entre os governos. O país reforçou controles de exportação para impedir uso militar de tecnologias de ponta, alinhando-se a sanções ocidentais contra Moscou.
Fonte: Reuters.
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