O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presenciou a assinatura da carta de criação do “Board of Peace” ao lado do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, na quinta-feira. Mais de 20 líderes participaram da cerimônia, com cerca de 25 países já aceitando o convite, segundo a Casa Branca.
O board foi concebido originalmente como um órgão transitário pós-guerra para a Faixa de Gaza, após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas. A carta assinada hoje não menciona explicitamente Gaza, abrindo espaço para ampliar o mandato do órgão, segundo a leitura oficial.
Trump recebeu poderes para indicar o seu sucessor, vetar decisões e emitir diretrizes para cumprir a missão do Board of Peace, sem detalhar limites específicos. O anúncio ocorreu sob a expectativa de ampliar atividades para além de Gaza, conforme o discurso do presidente.
Alguns países ainda avaliam a participação ou recusaram o convite. Netanyahu indicou planos de participar, apesar de ressalvas anteriores sobre a participação da Turquia. O Reino Unido permanece reticente, citando dúvidas sobre a participação de Putin, que afirmou estar estudando a proposta.
Diversos países europeus recusaram participar, incluindo França, Alemanha, Suécia e Noruega. Espanha, Itália e Bélgica ainda analisam o documento, com divergências entre ministérios e assessorias diplomáticas sobre o suporte.
Especialistas destacam a hipótese de enfraquecimento da autoridade da ONU. Trump afirmou que o board poderia operar em conjunto com a ONU, enquanto já sinalizou a retirada de adesão a várias organizações da ONU, em linha com mudanças recentes na política externa.
Entidades e analistas observam que o Board of Peace apresenta traços de uma instituição multilateral, mas pode acelerar o declínio do sistema de segurança multilateral, segundo estudos e artigos publicados nesta semana. O tema divide opiniões entre apoiadores e críticos.
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