A Espanha e a Alemanha recusaram o convite de Donald Trump para integrar o chamado Conselho da Paz, mecanismo promovido pelos EUA para monitorar a paz na Faixa de Gaza e outras regiões. A instalação do mecanismo pelo presidente americano ocorreu na quinta-feira anterior.
Segundo o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, a recusa decorre da necessidade de manter a coerência com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo. Em Berlim, o chanceler Friedrich Merz afirmou que, pela arquitetura atual, o governo alemão não pode aceitar as estruturas de governança propostas por o Conselho devido a questões constitucionais.
O ex-presidente Lula, do PT, também foi convidado a participar, mas ainda não houve resposta oficial. O entorno do líder brasileiro avalia a melhor forma de se posicionar diante do convite.
Reações e contexto
Em Salvador, nesta sexta-feira, Lula criticou a ideia de criar uma nova ONU, afirmando que o mundo vive um momento político crítico e reforçando a percepção de que a Carta das Nações Unidas estaria sendo desrespeitada.
O Conselho da Paz, criado por Trump para supervisionar a reconstrução de Gaza após conflitos, tem atuação que extrapola o território palestino. O estatuto prevê a participação permanente de membros mediante pagamento de até 1 bilhão de dólares (equivalente a 5,38 bilhões de reais).
Trump manterá a presidência do órgão, atuando também como representante dos EUA em separado. As informações destacam a posição de países europeus e o interesse de outros atores globais em definir os próximos passos do mecanismo.
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