O panda Xiao Xiao e Lei Lei, nascidos em 2021 no Ueno Zoo, têm data marcada para deixar Tóquio. Na próxima semana serão transportados do aeroporto de Narita para a China, onde ficarão em quarentena e se reunirão à irmã Xiang Xiang em um centro de conservação em Sichuan.
O anúncio ocorreu em meio a uma deterioração das relações entre China e Japão. A partida marca a ausência inédita de um panda gigante no país desde 1972, quando as relações diplomáticas entre as duas nações começaram a se normalizar.
O Ueno Zoo recebe visitantes que acompanharam o ciclo de empréstimo de pandas, uma prática que já dura décadas. Os animais são devolvidos conforme contratos de cooperação sob a Convenção de Washington sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas.
Desfecho diplomático e impactos
Analistas destacam que o papel simbólico dos pandas não resolve desafios bilaterais, especialmente o conflito sobre Taiwan. As tensões entre Beijing e Tóquio interferem na atmosfera de cooperação cultural e científica.
Autoridades chinesas afirmam que não há planos de trazer novos pandas para o Ueno, caso as relações permaneçam tensas. Taquicardia entre fãs e imprensa acompanha a despedida, com filas e lotação de ingressos esgotados.
Reações públicas e perspectiva futura
Quem participou do sorteio para ver os pandas manifestou frustração com a situação política que envolve o tema. A expectativa é de que o distanciamento permaneça enquanto o impasse em Taiwan não se resolve.
Especialistas em relações sino-japonesas destacam que as visitas e o intercâmbio de animais são símbolos, não alavancas, de cooperação. A continuidade de empréstimos depende do clima político entre os dois países.
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