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Polícia investiga ataques a dissidentes paquistaneses no Reino Unido

Polícia de contra-terrorismo investiga ataques altamente direcionados a dissidentes paquistaneses no Reino Unido; uma pessoa foi detida e as vítimas estão em esconderijo

Mirza Shahzad Akbar in 2012. Akbar is a former member of Imran Khan’s cabinet and a critic of Pakistan’s current regime.
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Oito ataques suspeitos a dissidentes paquistaneses que vivem no Reino Unido estão sob investigação da unidade de contra-terrorismo de Scotland Yard. As ações são descritas como “altamente direcionadas” e podem indicar uso de representantes de estados para silenciar críticos.

A vítima mais exposta é Mirza Shahzad Akbar, advogado de direitos humanos e ex-membro do gabinete de Imran Khan. Akbar relata ataques na sua residência em Cambridgeshire, além de ter sido alvo de arrombamento, agressões físicas e de uma tentativa de incêndio.

Entre os episódios, houve violência contra a casa de Akbar na véspera de Natal, com invasão e agressões dentro de Chesham, Buckinghamshire, pouco depois das 8h. Em Cambridge, um homem sem máscara atacou a residência de Akbar, desferindo dezenas de golpes.

Primeiro desdobramento da investigação

A polícia informou que, após a intervenção, Akbar e a família se mudaram para abrigo temporário, seguindo orientação das autoridades. Em 31 de dezembro, minutos após ele deixar o local, houve disparos na janela frontal e uma tentativa de incêndio com objeto incendiário.

Outra ocorrência ocorreu em 10 de janeiro, quando um agressor entrou novamente no perímetro da casa, lançou químicos na parede externa e danificou janelas, com graffiti racista segundo o denunciante. A polícia investiga se os acontecimentos são conectados.

Situação e respostas oficiais

As autoridades ressaltam que a natureza dos ataques sugere violência dirigida a indivíduos críticos do regime paquistanês. Um suspeito, de 34 anos, foi detido em Great Dunmow, Essex, em 5 de janeiro, por tentativa de incêndio e posse de arma de fogo; permanece em liberdade mediante caução.

O Foreign Office não comentou o andamento da investigação. Organizações de direitos humanos defendem que o governo britânico condene veementemente os ataques e reforce a proteção aos dissidentes no país.

A BBC indica que o caso envolve o uso de proxies criminais por Estados para silenciar opositores, com potencial nexus entre ataques recentes e políticas de groups de poder. A investigação continua aberta, com a possibilidade de vinculação entre os incidentes ainda sendo analisada.

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