A Bank of Scotland foi multada em £160 mil pelo Office of Financial Sanctions Implementation (OFSI) por abrir uma conta e processar pagamentos para um aliado do presidente russo, Vladimir Putin. A sanção envolve Dmitrii Ovsiannikov, que já ocupou cargos superiores no governo russo e foi o primeiro indivíduo a ser processado por contornar sanções no Reino Unido no ano passado.
Ovsiannikov realizou 24 transações, totalizando £77.383, entre fevereiro de 2023, usando uma conta corrente pessoal. O UK Passport utilizado apresentava variação de grafia do nome, o que impediu a detecção inicial pelo sistema de rastreamento de sanções do banco.
OFSI identificou que a conta foi aberta no Halifax, braço do Bank of Scotland, em 6 de fevereiro de 2023. A conta permaneceu sem restrições até 24 de fevereiro de 2023, quando o banco reconheceu a designação do indivíduo como pessoa designada.
Detalhes do caso
A multa foi reduzida pela metade devido à divulgação voluntária das violações, ocorrida um mês após as transações terem sido realizadas. A Lloyds Banking Group, controlador do Bank of Scotland, informou que age com responsabilidade regulatória e colaborou integralmente com as autoridades.
OFSI indicou que Ovsiannikov aparece na lista de sanções do Reino Unido; o governo britânico já havia incluído o indivíduo entre designados. O caso ressalta a importância da verificação eficaz de sanções por instituições financeiras.
Contexto e desdobramentos
Ovsiannikov já ocupou cargos relevantes na Rússia, incluindo a antiga governança de Sevastopol, na Crimeia ocupada. Em 2017, a União Europeia o designou por ações que afetaram a integridade e soberania da Ucrânia. Apesar de a designação UE ter sido anulada em 2022, ele permanece na lista de sanções do Reino Unido.
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