A especialista da ONU para o Irã afirmou ter recebido relatos de queue de protestantes ligados aos atos em todo o país sendo removidos de hospitais e detidos pelas forças de segurança, numa possível violação do direito à assistência médica. A declaração foi feita a repórteres via videoconferência, com data de 26 de janeiro, em Genebra.
Segundo Mai Sato, os relatos indicam que famílias enfrentam pedidos de resgate entre 5 mil e 7 mil dólares para liberar corpos, aumentando o sofrimento em meio à crise econômica. Ela descreveu a prática como um golpe adicional ao luto das famílias.
Essas ações criam um efeito de intimidação, levando pessoas a abandonarem o atendimento médico por medo de detenção, afirmou a especialista. A atuação também seria uma violação da neutralidade médica, conforme as Convenções de Genebra, que protegem médicos, hospitais e pacientes.
Protestos pacíficos em 31 províncias iranianas têm sido marcados por uso de força letal, com tiros na região torácica e cefálica. A gravidade das feridas aponta para uso indiscriminado por parte das forças de segurança, disse Sato, ressaltando que a força só é permitida como último recurso e com proporcionalidade.
Além disso, a especialista mencionou um aumento de ferimentos oculares causados por lacrimeadores de pellet, e destacou que a imputação de ações aos manifestantes como terrorismo agrava o sofrimento das famílias e justifica duras medidas de repressão.
Impacto humano e legal
A pesquisadora afirma que identificar os protestos como insurgentes complica ainda mais a proteção legal dos envolvidos. Ela avaliou que a combinação de detenções em meio a cuidados médicos fragiliza a confiança da população nas instituições estatais e no direito internacional.
Contexto internacional
O relatório da ONU sobre o Irã chega em meio a críticas globais sobre a resposta às manifestações. A agência destaca a necessidade de garantir atendimento médico sem interferência e de investigar denúncias de abusos, de modo a preservar a integridade física e a vida dos protestantes.
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